A arte de viajar

 

                                       

Hoje eu quero mesmo é falar de viajar! Tudo começou quando eu resolvi cursar Turismo, aprendi tantas coisas, fui me encantando com o curso. Tenho uma coleção inteira da revista "Viagem e Turismo", desde a primeira edição. Era fascinante ver os destinos, as reportagens, os micos e principalmente me imaginar em todos os lugares.

Mudando de assunto, hoje recebi uma caixa do Brasil com uns presentinhos de aniversário, atrasados por causa do correio, então tô feliz e com vontade de escrever. Querem saber o que tinha na caixa?  A primeira temporada completa de "Desperate Housewives", eu queria ser uma pessoa normal, mas eu amo seriados de TV, pode ser brasileiro ou estrangeiro, fiquei viciada em "O.C", "Lost", "Alias" quem sabe um dia esta febre passe. Voltando, na caixa algumas revistas brasileiras e dois livros um chamado "Os crimes do mosaico", um thriller de Giulio Leoni e o outro "1000 lugares para conhecer antes de morrer", um guia com as maravilhas do mundo de Patricia Schultz. Eu gosto de ler, mas infelizmente não sou boa para escolher os livros, sério! Deixo esta atividade para minhas irmãs, alguns amigos leitores que sempre me indicam bons livros.

               

Comecei a folhear o livro sobre viagens e na primeira página está escrito: "A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar nosso fôlego". Nossa! Que frase de impacto, mas me veio na cabeça alguns lugares que visitei e tive a sensação de ficar sem ar, como ver pela primeira vez a Torre Eiffel ou o vulcão Etna, que eu só via nas minhas revistas de viagem. Ou lembrar da última vez que fui para a Bahia com meus pais e dentro da igreja do Bonfim, ver meu pai chorando porque no lugar dos milagres, ele reencontrou o seu chapéu de marinheiro que havia deixado por lá há mais de 50 anos, precisamente quando veio para São Paulo. São lembranças que carrego comigo aonde quer que eu vá !

Leio a introdução do livro, a autora fala diretamente comigo e divide sua paixão de viajar. Não quero plagiar suas palavras, mas dividir com vocês..."A vontade de viajar - de abrir nossa mente e ir além daquilo a que estamos habituados - é tão velha quanto a própria humanidade. Foi isso o que fez com que Marco Polo embarcasse na crucial jornada rumo ao Oriente e o que motivou Santo Agostinho a escrever: O mundo é um livro, e os que não viajam acabam lendo só uma página. Não importa se estamos partindo para umas férias em Londres ou para um lugar extremamente exótico: Viajar nos transforma- às vezes de modo superficial, às vezes de maneira profunda. É como uma sala de aula sem paredes."

"... Viajar torna nossa mente mais curiosa, nosso coração mais forte e nosso espírito mais alegre. E, uma vez que nossa mente tenha se expandido dessa maneira, jamais poderá voltar ao seu tamanho original". A minha primeira viagem internacional foi para Inglaterra e Espanha, na época que o real estava igual ao dólar, eu me surpreendi com tudo que eu vi por lá! Depois disto sempre me organizei para que pudesse escolher um destino nas próximas férias e deu certo! Conheci muitos países, estados brasileiros, cidadezinhas... Eu sou uma eterna apaixonada por viagens!

                

"Daqui a 20 anos você tenderá a ficar mais decepcionado com as coisas que deixou de fazer do que com as coisas que fez. Portanto, lance fora as amarras. Navegue para longe do porto seguro. Deixe que o vento sopre suas velas. Explore. Sonhe. Descubra".- Mark Twain( escritor norte americano e um dos grandes viajantes do seu tempo). Gente, espero ter sido inspiradora na arte de viajar, por hoje é só, tenho um livro inteiro me esperando.                      

Férias - A cidade de Marken

 

                       

Eu conheci bastante cidadezinhas no norte da Holanda, não dá para enumerar aqui, resolvi escrever sobre as melhores. E hoje recebi um email de uma amiga que me disse: "Sempre achei que todas as pessoas deveriam ter direito de pelo menos uma vez na vida conhecer o mundo, não existe nada melhor para a gente crescer e sair desse marasmo". E eu concordo plenamente com ela, viajar pode ser uma experiência de vida!

            

E a cidade de Marken antigamente era uma ilha, podemos ver pela construção das  casinhas sobre grande toras de madeira, hoje em dia é extremamente turística. Às vezes esqueço que agora moro na Holanda, me comporto como uma turista, quero ver tudo, entrar nas lojinhas, comprar souvenirs e volto para casa com muitas histórias para contar. E isto inclui foto com moradores de roupa típica.

                  

Passeamos entre as casinhas de madeira, fomos olhar os barcos, as lojinhas e resolvemos sentar e tomar um capuccino (tô viciada) num dos bares com vista para o mar. Sempre achei que os diques fossem uma construção enorme de concreto, pelo menos era assim que passava na maioria dos filmes, mas descobri que podem ser de terra. Atualmente a Holanda possue a mais avançada rede de diques no mundo. O principal desafio desta obra de engenharia é fazê-la resistir as tempestades marítimas ou as enchentes no caso de rios, para escoar as águas utilizavam-se os moinhos de vento e atualmentes bombas. Tá vendo blog é cultura, por isto coloco a foto de um dique para vocês.

 À esquerda o Mar do Norte e a direita o lago Ijssel.                      

No final do passeio entrei na última lojinha, que vendia tamancos de madeira e não me espantei em ver o rapaz na loja com um par no pé. Fiquei olhando uma máquina de marceneiro, meu pai tem algo parecido em casa e o rapaz me pergunta se eu quero ver como fazem os tamancos. Oba! É lógico que quero!!! E ele pega um pedaço de madeira de forma triangular, meio fedido, começa a dar forma com a ajuda da máquina, corta um lado, o outro, pega formões e faz um buraco no meio. Eu ali achando o máximo!! E no final...tcham, tcham, tcham...Temos um tamanco! Me senti na obrigação de comprar o tamanco, depois do trabalho que ele teve, talvez seja uma forma de vendê-los, mas eu não tô ligando. Aquele que eu vi fazer, tá aqui em casa comigo!!!

           

   

             

               Eu fico muito bem de tamancos!! 

Férias - A caminhada

 

                     

No dia seguinte ainda com sol, fomos andar pelas dunas e talvez mais tarde ir novamente para praia. Começamos perto das dunas, foi a primeira vez eu entrei num "bunker" alemão, todo mundo sabe o que é mais de qualquer maneira vou colocar...Que são unidades de defesa usadas durante a guerra. São feitos de concreto e contam com aberturas que possibilitam o revide em caso de ataque. Eu me senti no seriado de "Lost", fiquei tão impressionada que agora quero ler um livro chamado "No bunker de Hitler - Os ultimos dias do terceiro Reich". Será que me impressiono demais porque sou leonina ou é meu jeito mesmo!?

                                             

E continuamos a caminhar pelas trilhas de bicicleta e depois pelo mato, eu não tava com espírito para caminhar, mas até que sou bem esportiva. Só que eu não sabia que íamos fazer uma maratona. Neste dia eu andei tanto, que só de lembrar doem as pernas. O que você acha que é andar muito? Em um dia, é claro. Uma, duas ou três horas? Gentemmmm, eu andei praticamente umas quatro horas (só de ida), meu humor já tava acabando, não consegui nem tirar fotos, eu só tinha um pensamento fixo na cabeça: -Quero um táxi! E isto não é tudo, tomei um café da manhã bem fraquinho, tava morta de fome e na mochila só tinha água. Eu queria matar o Henk, mas a idéia não foi dele, dava pra ver na cara dele o cansaço e o casal animado queria andar mais. Bom, depois de quatro horas, chegamos num restaurante na praia, fiquei feliz porque ia comer alguma coisa. Será que vale a pena andar tanto e depois comer batata frita, croquete e sorvete? Pensei que íamos descansar um pouco na praia, que nada! Voltamos caminhando por mais duas horas, pela orla da praia, eu ainda pensando: -Isto é diversão? Antes de voltar ao camping tomamos um sorvete maravilhoso!

                                  

No final das contas o passeio foi legal, a paisagem era bonita, mas não precisava andar tanto, eu fiz xixi no mato, imagine a trabalheira que tive. No camping fizemos uma comida rápida, macarrão. E enquanto isto pude reparar numa barraca com uns cinco rapazes alemães, onde a maconha reinava e em segundo lugar a cerveja! E acredita que encontrei um brasileiro acampando? Ele veio falar comigo, disse que morou uns 05 anos na Alemanha, mas não acostumou, voltou pro Brasil, agora estava em férias com a mochila nas costas e muito bem acompanhado que eu vi. Quer saber?! Depois de um dia duro de caminhada, um banho renovador de 04 minutos e vou pra cama cedo.

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